Na Idade Média, o rompimento da palavra dada era coisa gravíssima, que acarretava a quebra da dignidade, a perda da honra e a ignomínia para o autor de tal malfeitoria.
Episódios da História de Portugal, Ricardo Raimundo
Na Idade Média, o rompimento da palavra dada era coisa gravíssima, que acarretava a quebra da dignidade, a perda da honra e a ignomínia para o autor de tal malfeitoria.
Episódios da História de Portugal, Ricardo Raimundo
Este rosto com que amamos, com que morremos, não é nosso; nem estas cicatrizes frescas todas as manhãs, nem estas palavras que envelhecem no curto espaço de um dia A noite recebe as nossas mãos como se fossem intrusas, como se o seu reino não fosse pertença delas, invenção delas. Só a custo, perigosamente, os nossos sonhos largam a pele e aparecem à luz diurna e implacável. A nossa miséria vive entre as quatro paredes, cada vez mais apertadas, do nosso desespero. E essa miséria, ela sim verdadeiramente nossa, não encontra maneira de estoirar as paredes. Emparedados, sem possibilidade de comunicação, limitados no nosso ódio e no nosso amor, assim vivemos. Procuramos a saída - a real, a única - e damos com a cabeça nas paredes. Há então os que ganham a ira, os que perdem o amor.
António José Forte
Havia quem se suicidasse escrevendo um poema, como havia quem se suicidasse olhando simplesmente para o mar.
António José Forte
"Há (...) gente que nunca escreveu uma linha que fez mais pela palavra que toda uma geração de escritores." Mas foi porventura necessário escrevê-lo para ser mais verdadeiro.
Herberto Hélder
Sem os livros, as melhores coisas do mundo tinham caído no esquecimento.
O infinito num junco, Irene Vallejo