Por exemplo, um bom pai, por se preocupar com o comportamento do seu filho, pode usar palavras duras ou mesmo bater-lhe. Pode estar furioso com a criança, mas não encontra qualquer desejo de The fazer mal.
Fúria, Dalai Lama
Por exemplo, um bom pai, por se preocupar com o comportamento do seu filho, pode usar palavras duras ou mesmo bater-lhe. Pode estar furioso com a criança, mas não encontra qualquer desejo de The fazer mal.
Fúria, Dalai Lama
O juízo que amiúde se faz, sobretudo nas reacções apressadas e tantas vezes violentas - testemunhadas nas caixas de comentários de jornais e em redes sociais, deve-se precisamente (embora, claro, haja outros factores que contribuem para isso) a uma falta de narrativa, de história, de conhecimento.
O vício dos livros, Afonso Cruz
moral na literatura infanto-juvenil, ouvi-o dizer: a literatura não serve para ensinar, quando muito, desensina.
O vício dos livros, Afonso Cruz
Em japonês, existe uma palavra para a pilha de livros por ler: tsundoku.
O vício dos livros, Afonso Cruz
Seria expectável que um grande leitor fosse aquele com menos livros por ler na sua biblioteca, pois leu muitíssimo, mas não é isso que acontece: o melhor leitor tem sempre cada vez mais livros por ler. Quanto mais lê, mais essa lista aumenta.
O vício dos livros, Afonso Cruz
Toda a gente se frustra, sim, incluindo os reis e as rainhas, porque, ao porem a sua coroa de ouro e diamantes em frente ao espelho, uma voz interior diz-lhes: «Não era isto.» Não era isto, nunca é isto aquilo que desejávamos, mas sim o que isto representava, daí a corrida louca dos seres humanos para a morte, abandonando na sua esteira objetos de desejo que não eram. na sua natureza.
A Consciência contada por um sapiens a um neandertal, Millás e Arsuaga
Permite-me, no entanto, que faça um desabafo pessoal que tem que ver com a minha filosofia de vida: eu não acredito nessa coisa a que chamam amizade, que é tão valorizada.
A Consciência contada por um sapiens a um neandertal, Millás e Arsuaga
Pouco. Como nos dá prazer pormo-nos à sombra se o sol nos está a incomodar. Mas estou a falar do orgasmo, do superorgasmo feminino, aquele que nós, homens, nem sequer conseguimos imaginar. Se o génio da lâmpada me aparecesse e me dissesse para pedir um desejo, pediria um orgasmo feminino.
A Consciência contada por um sapiens a um neandertal, Millás e Arsuaga
O orgasmo masculino é como o de qualquer outro mamífero, não tem nada de especial, é igual ao de um burro ou de um cão: uma descarga e já está. O da mulher não é parecido com nenhum outro, é um tsunami fisiológico, nervoso, de uma intensidade tal que os homens nem sequer conseguem imaginar. E mais, podem ter vários seguidos. Deve ser o cúmulo, o máximo. É uma bomba.
A Consciência contada por um sapiens a um neandertal, Millás e Arsuaga
Tolstói dizia que entender tudo é perdoar tudo, mas um filho da puta é um filho da puta. Mesmo que ele não possa ser outra coisa, está-me a lixar. Talvez lhe tenha faltado o afeto da mãe, talvez o pai o tenha abandonado em criança, mas se é um filho da puta, é um filho da puta.
A Consciência contada por um sapiens a um neandertal, Millás e Arsuaga