segunda-feira, 24 de junho de 2024

Coisas

Havia quem se suicidasse escrevendo um poema, como havia quem se suicidasse olhando simplesmente para o mar.

António José Forte 

sexta-feira, 21 de junho de 2024

António José Forte

"Há (...) gente que nunca escreveu uma linha que fez mais pela palavra que toda uma geração de escritores." Mas foi porventura necessário escrevê-lo para ser mais verdadeiro.

Herberto Hélder 

Tenho dito

Um grande poeta nunca se furta à degradação interposta. 

Herberto Hélder 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Top

Sem os livros, as melhores coisas do mundo tinham caído no esquecimento. 

O infinito num junco, Irene Vallejo 

Maroto

Um remoto pompeiano escreveu na parede de uma taberna: "Eu fodi a dona."

O infinito num junco, Irene Vallejo 

Sim

Como escreveu Hannah Arendt, «O passado não leva para trás, mas sim impulsiona para a frente e, ao contrário do que se poderia esperar, é o futuro que nos conduz para o passado».

terça-feira, 11 de junho de 2024

Há XX séculos.

"Prefiro uma amante que tenha ultrapassado os trinta e cinco anos e já tenha cabelos grisalhos na sua melena: que os apressados bebam o vinho novo; eu gosto mais de uma mulher madura que conheça o seu prazer. Tem experiência, que constitui todo o talento, e conhece mil posições no amor. A voluptuosidade nela não é falsa. E, quando a mulher goza ao mesmo tempo que o seu amante, é o cúmulo do prazer. Odeio o abraço em que um e outra não se entregam inteiramente. Odeio essas uniões que não deixam os dois exaustos. Odeio uma mulher que se entrega porque tem de fazê-lo, que não se humedece, que pensa nas suas tarefas. Não quero uma mulher que me dê prazer por dever. Que nenhuma mulher faça amor comigo por obrigação! Gosto que a sua voz traduza a sua alegria, que murmure que é preciso ir mais devagar, que ainda me devo conter. Gosto de ver a minha amante a usufruir com os olhos vencidos e que desfaleça e não permita que a acaricie mais."


Ovídio

domingo, 19 de maio de 2024

Guerra

Quando um livro arde, quando um livro é destruído, quando um livro morre há algo em nós próprios que se mutila irremediavelmente. Quando um livro arde, morrem todas as vidas que o tornaram possível. Todas as vidas contidas nele e todas as vidas ås quais esse livro teria podido dar, no futuro, calor e conhecimentos, inteligência, desfrute e esperança. Destruir um livro é, literalmente, assassinar a alma do homem.


Irene Vallejo, O Infinito num Junco

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Circunstância

Circunstância 


Depois 

de tudo 

o que me deste e dás, 

suponho 

que serei sempre 

teu 

amigo. 


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