Havia quem se suicidasse escrevendo um poema, como havia quem se suicidasse olhando simplesmente para o mar.
António José Forte
Havia quem se suicidasse escrevendo um poema, como havia quem se suicidasse olhando simplesmente para o mar.
António José Forte
"Há (...) gente que nunca escreveu uma linha que fez mais pela palavra que toda uma geração de escritores." Mas foi porventura necessário escrevê-lo para ser mais verdadeiro.
Herberto Hélder
Sem os livros, as melhores coisas do mundo tinham caído no esquecimento.
O infinito num junco, Irene Vallejo
Um remoto pompeiano escreveu na parede de uma taberna: "Eu fodi a dona."
O infinito num junco, Irene Vallejo
Como escreveu Hannah Arendt, «O passado não leva para trás, mas sim impulsiona para a frente e, ao contrário do que se poderia esperar, é o futuro que nos conduz para o passado».
"Prefiro uma amante que tenha ultrapassado os trinta e cinco anos e já tenha cabelos grisalhos na sua melena: que os apressados bebam o vinho novo; eu gosto mais de uma mulher madura que conheça o seu prazer. Tem experiência, que constitui todo o talento, e conhece mil posições no amor. A voluptuosidade nela não é falsa. E, quando a mulher goza ao mesmo tempo que o seu amante, é o cúmulo do prazer. Odeio o abraço em que um e outra não se entregam inteiramente. Odeio essas uniões que não deixam os dois exaustos. Odeio uma mulher que se entrega porque tem de fazê-lo, que não se humedece, que pensa nas suas tarefas. Não quero uma mulher que me dê prazer por dever. Que nenhuma mulher faça amor comigo por obrigação! Gosto que a sua voz traduza a sua alegria, que murmure que é preciso ir mais devagar, que ainda me devo conter. Gosto de ver a minha amante a usufruir com os olhos vencidos e que desfaleça e não permita que a acaricie mais."
Ovídio
Quando um livro arde, quando um livro é destruído, quando um livro morre há algo em nós próprios que se mutila irremediavelmente. Quando um livro arde, morrem todas as vidas que o tornaram possível. Todas as vidas contidas nele e todas as vidas ås quais esse livro teria podido dar, no futuro, calor e conhecimentos, inteligência, desfrute e esperança. Destruir um livro é, literalmente, assassinar a alma do homem.
Irene Vallejo, O Infinito num Junco
Circunstância
Depois
de tudo
o que me deste e dás,
suponho
que serei sempre
teu
amigo.
pp