"Quem fabrica armas, precisa de fabricar inimigos".
Mia Couto
"Uma investigação realizada por psicólogos demonstra que a maioria das vezes desconhecemos ou minimizamos as nossas fraquezas e erros, desenvolvemos opiniões exageradas sobre os nossos talentos e capacidades (sobretudo em áreas onde somos menos competentes) e temos tendência para culpar os outros pelos nossos problemas (mesmo quando a culpa é, de facto, nossa)."
Como sobreviver a um filho da p*ta, Robert Sutton
"Um dia seremos capazes de perceber como é que uma coisa finita encerra coisas infinitas e como é que, por exemplo, um coração tão dedicado como o meu, tão pequeno, tão cheio de artérias e sofrimento, pode conter coisas tão compridas como o amor."
A boneca de kokoschka, Afonso Cruz
Pedem-me sempre poemas inéditos.
Ninguém lê poesia
mas pedem-me poemas inéditos.
Para a revista, o jornal, a performance,
o encontro, a homenagem, o sarau:
um poema, por favor, mas inédito.
Como se soubessem de cor o que escrevi.
Como se estivessem cheios da minha poesia
e precisassem agora de algo inédito.
A poesia é sempre inédita, disse o poeta num poema,
mas eles ignoram-no porque não lêem poesia,
só pedem poemas inéditos.”
Fabio Morábito
"Um instinto maternal, sabe como é com as mulheres: queimamos os sutiãs, mas não nos livramos das mamas. Continuamos a sentir vontade de proteger os homens. E Deus sabe como eles precisam."
A boneca de kokoschka, Afonso Cruz
Ainda tropeço na solidão
Tento resistir
Não lhe dar a mão
Desistir não é passado
Terei um diálogo com
O palhaço na criança
que ainda sou
Por vezes o tempo cansa
Não lhe posso tirar a razão
Só eu sei o que foi ter
Riscos na mão
Ainda agora estava deitado
Pp
"Gosto de pessoas que se sentam nas últimas filas da igreja, como se não quisessem incomodar Deus."
Enciclopédia da Estória Universal, Afonso Cruz
"As palavras são imperfeitas quando tentam dizer aquilo que é maior do que elas."
Em teu ventre, José Luís Peixoto
"Vamos todos morrer, todos nós. Que circo! Só por isso devíamos amar-nos uns aos outros, mas não o fazemos. Somos aterrorizados e tolhidos pelas trivialidades da vida; somos consumidos por nada".
Bukowski