O Anjo Mudo, Al Berto
domingo, 16 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Em Portugal: Racismo e afins!
“Talvez a tua miséria é a tua tentativa de provar que o mundo é injusto, em vez de ser a evidência do teu próprio pecado, de falhares o alvo, a tua rejeição consciente de lutares e viveres”.
Menos do que isto é queres emparaísar à força uma fantasia que rapidamente se torna um Inferno real que não te vai soltar. Ouve o Peterson novamente:
“Consulta o teu ressentimento. Ele é uma emoção reveladora, por toda a sua patologia. É parte de uma tríade maligna: arrogância, engano e ressentimento. (…) Os judeus antigos culpavam-se sempre a si mesmos quando as coisas desabavam. Eles agiam como se a bondade de Deus — a bondade da realidade — fosse axiomática, e tomavam a responsabilidade pelos seus próprios fracassos. Isso é loucamente responsável. Mas a alternativa é julgar a realidade como insuficiente (…) e afogar-se no ressentimento e no desejo de vingança. (…) Sofrer terrivelmente e saber que és a causa: isso é o Inferno”.
Tiago de Oliveira Cavaco, Observador
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Consciente, Voluntária e Vingativa
“Quando se envolveram com sacrifícios, os nossos antepassados começaram a pôr em prática aquilo que podia ser considerado uma proposição, se fosse colocada em palavras: algo melhor pode ser alcançado no futuro através de renunciar algo de valor no presente. (…) O problema central da vida — lidando com os seus factos brutos — não é meramente o que sacrificar e como para que o sofrimento diminua, mas o que sacrificar e como para que o sofrimento diminua e [diminua também] o mal — a fonte consciente, voluntária e vingativa do pior tipo de sofrimento”.
Jordan Peterson
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
Capricórnio
O capricorniano é perito em desenvolver laços de confiança, e a mostrar paciência e apoio entre aqueles que lhe são mais próximos. Porém, a sua confiança tem de ser conquistada lentamente, o que os faz manter por perto somente pessoas que mostram a sua consideração e cumprem promessas.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
PORCOS
"Toda a gente sabe que a corrupção e o roubo se tornaram constitutivos da sociedade portuguesa, que o compadrio, a gatunagem, o arranjismo e o nepotismo são a essência da própria estrutura social.
O que não deixa de surpreender é o esforço dos jornalistas e dos comentadores para apresentarem o roubo, a mentira e o latrocínio como anomalias. É o empenho dos detentores do poder político em tentarem convencer-nos de que nunca entregaram os recursos do Estado a interesses obscuros que perseguem objectivos exclusivamente clientelares, que actuam apenas por motivos privados e pessoais (dinheiro, reputação, influência, sexo, etc.), sem nunca considerarem o bem comum. E, melhor ainda, em garantir-nos que não são marionetas manipuladas por essas entidades que dispõem de poderes muito mais amplos e difusos."
João Pedro George, Sábado
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Carácter
"E, enquanto acelerava o passo, descobri que a calma nem sempre tem força para construir um destino, não põe a vida em movimento."
Al Berto, O Anjo Mudo
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
Difícil
"Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas. Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida. Caminha, assim, com a leveza de quem abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade."
Al Berto, O Anjo Mudo
sábado, 1 de fevereiro de 2020
TIC - TAC - TIC - TAC
"A propósito, como se dirá Isabel dos Santos em chinês? Convém ir aprendendo. 9"
Helena Matos, Observador
Helena Matos, Observador
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
o osso da pila
pensávamos que se partíssemos o osso da pila morríamos num instante sem mais crescer,
sem casar
pensávamos que o osso da pila era o mais impressionante e que talvez fosse articulado
fundamental para crescer e para casar
pensávamos que faríamos filhos à
custa do osso da pila e que não os faríamos se
o partíssemos nem cresceríamos e nem poderíamos casar
pensávamos que casaríamos um dia, aterrorizados por
uma infância ansiosa, com as mãos no osso da pila para
o proteger, razão também pela qual achávamos ter podido crescer e casar
pensávamos que o osso da pila justificava crescer e casar
não casámos, não partimos o osso da pila, crescemos,
devíamos ter morrido na infância, num instante
Valter Hugo Mãe, para o eduardo pires
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