domingo, 29 de dezembro de 2019

Lisboa


Al Berto, Horto de Incêndio

É isto... conselho aos mais novos!

"Pára de tentar ser cool, não funciona. É aborrecido. São tão cool... preguiçosos! Estúpidos. Digo-lhes: aprende o teu ofício, sê disciplinado"

Anthony Hopkins

sábado, 28 de dezembro de 2019

Existem espaços, profissões e pessoas assim!

"a guerra daqui não mata - mas abre fissuras nos nervos - é o que te posso dizer 
deste país que escolhi para definhar"

Al Berto, Horto de Incêndio

Politicamente correcto

"Não nasceu nesta década, ou sequer nos últimos séculos. A censura, a inquisição e a caça às bruxas são tradições ancestrais recuperadas recentemente com inegável sucesso. À conta de inúmeras “causas”, distorcidas ou fictícias, divide-se para reinar, vigia-se para oprimir, castiga-se para lavar as almas do Mal. Não sei como chegámos a semelhantes trevas. Convinha, se possível, saber como sair. Em Portugal, que não tarda nem falha na adesão à modernidade, já se calam e já se punem blasfemos sob o aplauso da turba."

Alberto Gonçalves, Observador

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

a dor de todas as ruas vazias

"os poemas adormeceram no desassossego da idade. fulguram na perturbação de um tempo cada dia mais curto. e, por vezes, ouço-os no transe da noite. assolam-me as imagens, rasgam-me as metáforas insidiosas, porcas... e nada escrevo.
o regresso à escrita terminou. a vida toda fodida – e a alma esburacada por uma agonia do tamanho deste mar."

Al Berto, Horto de Incêndio

Bom

“mantenho-me de pé e fumo
dentro deste túmulo de incertezas onde
nos encostámos de mãos enlaçadas à espera
que uma qualquer cesura nos agonie e sejamos
obrigados a vender o corpo já usado
aos insuspeitos violadores de poemas”.

Al Berto, Horto de Incêndio

Às vezes!

"olhas-te ao espelho
atribuis-te um nome um corpo um gesto"

Al Berto, Horto de Incêndio

Autoestima

"Qualquer problema
que você tiver comigo,
é seu."

Charles Bukowski

sábado, 21 de dezembro de 2019

Não se compram votos de mãos vazias!

"A maior extorsão de sempre, ou a maior carga fiscal de sempre, ou a maior viragem de página de austeridade de sempre permite ao governo proceder à tradicional redistribuição da riqueza entre os amigos, os amigalhaços, os compinchas, os grupos de interesses e os “sectores estratégicos” necessários à manutenção do poder. Não se compram votos de mãos vazias."

Alberto Gonçalves, Observador